{"id":14275,"date":"2025-09-29T12:34:24","date_gmt":"2025-09-29T10:34:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.prif.org\/?p=14275"},"modified":"2025-10-10T11:03:31","modified_gmt":"2025-10-10T09:03:31","slug":"violencia-contra-ativistas-sociais-na-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.prif.org\/en\/2025\/09\/29\/violencia-contra-ativistas-sociais-na-amazonia-brasileira\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra ativistas sociais na Amaz\u00f4nia brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 um lugar perigoso para ativistas sociais, especialmente aqueles que lutam por direitos fundi\u00e1rios e pela prote\u00e7\u00e3o ambiental. Em nosso estudo recente, publicado no Journal of Peace Research, constatamos que altos n\u00edveis de desmatamento est\u00e3o fortemente associados ao assassinato de ativistas. Argumentamos que isso se deve ao car\u00e1ter altamente territorializado dessa pr\u00e1tica criminosa, que envolve a expropria\u00e7\u00e3o de comunidades locais de suas terras. Essa viol\u00eancia \u00e9 impulsionada por redes pol\u00edtico-criminosas locais que protegem seus lucros ilegais, bem como por ordens autorit\u00e1rias locais que lhes d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o. Ela representa s\u00e9rias amea\u00e7as aos espa\u00e7os c\u00edvicos locais, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia cont\u00ednua contra ativistas sociais na Amaz\u00f4nia brasileira tem gerado grande preocupa\u00e7\u00e3o na sociedade civil, nos c\u00edrculos de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e em organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Entre 2006 e 2019, pelo menos 490 ativistas foram assassinados nos 772 munic\u00edpios que comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia Legal. Esses assassinatos n\u00e3o s\u00e3o atos criminosos aleat\u00f3rios, mas ataques politicamente motivados, direcionados a indiv\u00edduos que defendem direitos fundi\u00e1rios, o meio ambiente e os meios de subsist\u00eancia das comunidades locais. Compreender as causas e os mecanismos por tr\u00e1s dessa viol\u00eancia \u00e9 fundamental para elaborar estrat\u00e9gias eficazes de prote\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que se enfrentam os fatores estruturais subjacentes.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o amaz\u00f4nica \u00e9 moldada por uma complexa intera\u00e7\u00e3o entre atores criminosos, corpora\u00e7\u00f5es nacionais e estrangeiras, e redes de elites locais que competem pelo controle da terra e dos recursos. Nossa pesquisa distingue duas economias criminosas que alimentam a viol\u00eancia na regi\u00e3o: o tr\u00e1fico de drogas e o desmatamento em larga escala. Embora ambas gerem viol\u00eancia, elas diferem em sua l\u00f3gica espacial e social. As redes de tr\u00e1fico de drogas na Amaz\u00f4nia exigem principalmente acesso territorial a corredores de escoamento, em vez de controle territorial ou desapropria\u00e7\u00e3o de terras. Isso frequentemente leva a violentas disputas de territ\u00f3rio entre grupos criminosos. No entanto, esses conflitos n\u00e3o necessariamente colocam esses grupos em confronto direto com as comunidades locais.<\/p>\n<p>Em contraste, o desmatamento em larga escala representa o que chamamos de uma pr\u00e1tica criminosa altamente territorializada. Ele envolve a remo\u00e7\u00e3o f\u00edsica da cobertura florestal, frequentemente por meio da desapropria\u00e7\u00e3o violenta de pequenos agricultores, comunidades ind\u00edgenas e defensores ambientais, promovida por redes pol\u00edtico-criminosas locais. Tipicamente, o desmatamento come\u00e7a com a extra\u00e7\u00e3o de madeira de alto valor, seguida pela derrubada da vegeta\u00e7\u00e3o por meio de queimadas descontroladas. Em seguida, a terra \u00e9 ilegalmente apropriada, registrada por meios fraudulentos e, por fim, utilizada para pastagem ou agricultura em larga escala. Essas pr\u00e1ticas frequentemente provocam resist\u00eancia por parte de comunidades locais, movimentos e ONGs. As redes pol\u00edtico-criminosas locais respondem a essa resist\u00eancia com assassinatos direcionados de ativistas.<\/p>\n<p>Este artigo, resumimos brevemente as principais conclus\u00f5es de um estudo publicado pelos autores no <em>Journal of Peace Research<\/em>. Para outras publica\u00e7\u00f5es da TraCe sobre o tema da viol\u00eancia contra ativistas sociais, veja o Box 1.<\/p>\n<div class=\"su-box su-box-style-default\" id=\"\" style=\"border-color:#2d4136;border-radius:3px;\"><div class=\"su-box-title\" style=\"background-color:#607469;color:#fefefe;border-top-left-radius:1px;border-top-right-radius:1px\">Box 1: Pesquisas da TraCe sobre viol\u00eancia contra ativistas sociais<\/div><div class=\"su-box-content su-u-clearfix su-u-trim\" style=\"border-bottom-left-radius:1px;border-bottom-right-radius:1px\">\n<p>Os padr\u00f5es, din\u00e2micas e causas da viol\u00eancia contra ativistas sociais no mundo contempor\u00e2neo constituem um tema importante investigado por pesquisadores do Centro de Pesquisa \u201cTransformations of Political Violence\u201d (TraCe).<\/p>\n<p>No <em>TraCe Working Paper 3\/2024<\/em> \u201cTargeted Violence Against Social Activists\u201d, Juan Albarrac\u00edn e Jonas Wolff revisam os dados e pesquisas existentes sobre as caracter\u00edsticas, causas e transforma\u00e7\u00f5es que marcam esse fen\u00f4meno em sua totalidade.<br \/>\nDownload: <a href=\"https:\/\/www.trace-center.de\/fileadmin\/DatenTrace\/Publikationen\/2024_Working_Paper_3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.trace-center.de\/fileadmin\/DatenTrace\/Publikationen\/2024_Working_Paper_3.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>No <em>TraCe Policy Brief 4\/2024<\/em> \u201cFrom Internet Shutdowns to Personal Harassment\u201d, Laura Guntrum e Christian Reuter examinam o espectro da viol\u00eancia digital contra ativistas sociais.<br \/>\nDownload: <a href=\"https:\/\/www.trace-center.de\/fileadmin\/DatenTrace\/Publikationen\/TraCePB2404_Digital_Violence.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.trace-center.de\/fileadmin\/DatenTrace\/Publikationen\/TraCePB2404_Digital_Violence.pdf<\/a>.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<h2>Principais resultados<\/h2>\n<p>Nosso estudo (ver Box 2) adota uma abordagem de m\u00e9todos mistos, combinando uma an\u00e1lise estat\u00edstica de dados em n\u00edvel municipal com um estudo de caso aprofundado de Altamira. Altamira \u00e9 o maior munic\u00edpio do Brasil e est\u00e1 localizado no estado do Par\u00e1 (ver mapa). Utilizando dados sobre assassinatos de ativistas sociais, taxas de desmatamento, indicadores indiretos de tr\u00e1fico de drogas e outros indicadores socioecon\u00f4micos, identificamos um padr\u00e3o consistente: os assassinatos de ativistas est\u00e3o fortemente associados a altas taxas de desmatamento, mas n\u00e3o ao tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise quantitativa mostra que munic\u00edpios que apresentam taxas de desmatamento iguais ou superiores \u00e0 mediana anual t\u00eam maior probabilidade de registrar assassinatos de ativistas. Os efeitos mais fortes aparecem nos tr\u00eas primeiros anos ap\u00f3s a intensifica\u00e7\u00e3o do desmatamento. Esses efeitos tardios sugerem que o processo de expans\u00e3o territorial pelos grupos criminosos gera conflitos prolongados ao longo do tempo, culminando em viol\u00eancia direcionada contra ativistas sociais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_14267\" aria-describedby=\"caption-attachment-14267\" style=\"width: 675px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14267 size-full\" src=\"https:\/\/blog.prif.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map_Sreenshot.png\" alt=\"Mapa do Brasil com um close-up do estado do Par\u00e1.\" width=\"675\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/blog.prif.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map_Sreenshot.png 675w, https:\/\/blog.prif.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map_Sreenshot-300x224.png 300w\" sizes=\"(max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14267\" class=\"wp-caption-text\">Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica do Brasil e o Munic\u00edpio de Altamira, Par\u00e1. Fonte do mapa: https:\/\/d-maps.com\/m\/america\/brazil\/bresil\/bresil21.svg<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para compreender esse padr\u00e3o, distinguimos tr\u00eas n\u00edveis de territorializa\u00e7\u00e3o que caracterizam as economias il\u00edcitas na Amaz\u00f4nia brasileira e em outros contextos. Em alguns casos, as economias il\u00edcitas requerem apenas <strong>(1) acesso territorial<\/strong>. O tr\u00e1fico transnacional de drogas, por exemplo, normalmente exige acesso a determinadas rotas e \u00e1reas (por exemplo, portos) para movimentar produtos. Isso frequentemente coloca grupos criminosos rivais em confronto entre si, mas n\u00e3o implica necessariamente conflito com as comunidades locais.<\/p>\n<p>No caso do <strong>(2) controle territorial<\/strong>, atividades como o cultivo de coca, o com\u00e9rcio local de drogas (varejo) ou esquemas de extors\u00e3o geralmente exigem que os grupos criminosos estabele\u00e7am algum tipo de autoridade sobre um territ\u00f3rio e, pelo menos, parte da popula\u00e7\u00e3o. Em particular, isso implica a necessidade de governan\u00e7a do acesso territorial. Esse n\u00edvel pode gerar conflitos com as comunidades locais e, portanto, altos n\u00edveis de viol\u00eancia. No entanto, como discutimos na se\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de nosso estudo (ver Box 2), o acesso territorial tamb\u00e9m pode envolver rela\u00e7\u00f5es mais cooperativas, acompanhadas de baixos n\u00edveis de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 diferente no caso da <strong>(3) expropria\u00e7\u00e3o territorial<\/strong>. Nesse n\u00edvel, a atividade il\u00edcita \u2014 como ocorre no desmatamento em larga escala \u2014 exige que os grupos criminosos tomem controle do espa\u00e7o f\u00edsico e dos recursos de maneira que privem as comunidades da terra, da propriedade e\/ou dos meios de subsist\u00eancia. Em resposta, as comunidades, assim como organiza\u00e7\u00f5es e movimentos locais que defendem direitos fundi\u00e1rios e ambientais, s\u00e3o praticamente for\u00e7adas a resistir, raz\u00e3o pela qual o confronto e a viol\u00eancia s\u00e3o praticamente inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o desmatamento em larga escala e outras formas de expropria\u00e7\u00e3o territorial requerem prote\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o ativa de atores estatais, como policiais, tabeli\u00e3es, ju\u00edzes e pol\u00edticos. Isso facilita a impunidade que caracteriza a maioria dos assassinatos de ativistas, tanto na Amaz\u00f4nia brasileira quanto em outros contextos.<\/p>\n<div class=\"su-box su-box-style-default\" id=\"\" style=\"border-color:#2d4136;border-radius:3px;\"><div class=\"su-box-title\" style=\"background-color:#607469;color:#fefefe;border-top-left-radius:1px;border-top-right-radius:1px\">Box 2: O Estudo<\/div><div class=\"su-box-content su-u-clearfix su-u-trim\" style=\"border-bottom-left-radius:1px;border-bottom-right-radius:1px\">\n<p>Este artigo\u00a0resume as conclus\u00f5es de um estudo abrangente que analisou 490 assassinatos de ativistas sociais em 772 munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia brasileira (Amaz\u00f4nia Legal) entre 2006 e 2019. Utilizando m\u00e9todos estat\u00edsticos avan\u00e7ados e um estudo de caso qualitativo no munic\u00edpio de Altamira, o estudo esclarece as din\u00e2micas espaciais e temporais da viol\u00eancia pol\u00edtica ligada a economias criminosas. Os achados contribuem para debates mais amplos sobre governan\u00e7a criminosa, conflitos socioambientais e repress\u00e3o a atores da sociedade civil em democracias do Sul Global.<\/p>\n<p>Para mais detalhes, veja: Juan Albarrac\u00edn, Rodrigo Moura Karolczak e Jonas Wolff (2025): <em>Violence against civil society actors in democracies: territorialization of criminal economies and the assassination of social activists in Brazil.<\/em> <em>Journal of Peace Research<\/em>, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/00223433251347784?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1177\/00223433251347784<\/a>.<\/p>\n<p>O estudo foi publicado como parte de uma edi\u00e7\u00e3o especial do <em>Journal of Peace Research<\/em> intitulada \u201cPolitical Violence in Democracies\u201d. A edi\u00e7\u00e3o especial compreende 14 artigos, estudando democracias consolidadas nas regi\u00f5es mais democr\u00e1ticas do mundo, examinando diversas formas de viol\u00eancia, incluindo viol\u00eancia \u00e9tnica, criminal, eleitoral e terrorista. Para mais informa\u00e7\u00f5es, veja: <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/home\/JPR?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/journals.sagepub.com\/home\/JPR<\/a>.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<p>O munic\u00edpio de Altamira ilustra de forma clara essas din\u00e2micas. Apesar de seu duplo status como local de intenso desmatamento e polo de tr\u00e1fico de drogas, os assassinatos de ativistas n\u00e3o est\u00e3o relacionados ao tr\u00e1fico. Este \u00faltimo se concentra no centro urbano de Altamira e \u00e9 acompanhado por homic\u00eddios gerais e disputas violentas entre grupos criminosos organizados.<\/p>\n<p>Em contraste, os assassinatos direcionados de ativistas ocorrem quase exclusivamente nas zonas de alto desmatamento do munic\u00edpio, espacialmente distantes dos corredores de tr\u00e1fico de drogas. Como mostramos em nosso estudo, esses assassinatos est\u00e3o intimamente ligados \u00e0 resist\u00eancia contra grilagem de terras, explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e destrui\u00e7\u00e3o ambiental. De fato, oito dos dez casos registrados em Altamira entre 2002 e 2020 ocorreram no distrito de Castelo dos Sonhos, caracterizado por altas taxas de desmatamento. Esses casos envolviam ativistas locais defendendo a terra contra madeireiros ilegais em terras p\u00fablicas e a ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita de propriedades de pequenos agricultores. Os dois casos restantes tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados a conflitos socioambientais: uma v\u00edtima era o secret\u00e1rio municipal de meio ambiente e a outra, um l\u00edder de trabalhadores rurais.<\/p>\n<p>O caso de Bartolomeu Morais da Silva (conhecido como Bras\u00edlia) exemplifica como redes pol\u00edtico-criminosas utilizam a viol\u00eancia letal para proteger seu controle territorial e seus lucros. Bras\u00edlia era l\u00edder do sindicato dos trabalhadores rurais (<em>Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira<\/em>), filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) em Castelo dos Sonhos e um ativista conhecido por denunciar grilagem de terras, desmatamento e autoridades locais corruptas. Em 2002, ele foi brutalmente torturado e assassinado por homens armados a servi\u00e7o de madeireiros e grileiros, conhecidos como a <em>M\u00e1fia de Castelo<\/em>. No entanto, seus assassinos n\u00e3o foram condenados, e os mandantes do crime nunca foram processados.<\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>O assassinato de ativistas sociais na Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 um problema multifacetado, enraizado nas disputas territoriais entre redes pol\u00edtico-criminosas e comunidades locais. Nossa pesquisa destaca como o desmatamento em larga escala \u2014 enquanto pr\u00e1tica criminosa altamente territorializada \u2014 impulsiona a viol\u00eancia letal, com o objetivo de silenciar a resist\u00eancia, obter lucros il\u00edcitos e preservar estruturas de governan\u00e7a pol\u00edtico-criminosas de fato.<\/p>\n<p>Essa forma de viol\u00eancia tem s\u00e9rias implica\u00e7\u00f5es para os regimes democr\u00e1ticos: ao assassinarem ativistas individuais, n\u00e3o apenas enfraquecem as organiza\u00e7\u00f5es e comunidades atingidas, como tamb\u00e9m geram efeitos intimidat\u00f3rios mais amplos, limitando significativamente o espa\u00e7o c\u00edvico e prejudicando os processos democr\u00e1ticos locais. Vale destacar que, como sugere nossa an\u00e1lise, essas implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas n\u00e3o s\u00e3o subprodutos n\u00e3o intencionais de atividades criminosas voltadas exclusivamente ao lucro. Os assassinatos devem ser considerados inst\u00e2ncias de viol\u00eancia repressiva, destinadas a sustentar ordens locais moldadas por redes pol\u00edtico-criminosas.<\/p>\n<p>Enfrentar essa viol\u00eancia exige respostas pol\u00edticas multifacetadas que abordem simultaneamente os conflitos evidentes e as causas subjacentes dos assassinatos. Primeiro, medidas voltadas \u00e0 melhoria da prote\u00e7\u00e3o ambiental devem priorizar a preven\u00e7\u00e3o do desmatamento em larga escala e combater a expans\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o ilegal, outra pr\u00e1tica il\u00edcita cada vez mais associada \u00e0 viol\u00eancia em muitas partes da Amaz\u00f4nia. Segundo, institui\u00e7\u00f5es estatais, investidores estrangeiros, corpora\u00e7\u00f5es e ag\u00eancias de desenvolvimento devem reconhecer, respeitar e ajudar a garantir os direitos coletivos \u00e0 terra e a autogovernan\u00e7a das comunidades locais. Terceiro, e relacionado a isso, os espa\u00e7os c\u00edvicos locais precisam de prote\u00e7\u00e3o mais efetiva. Governos e coopera\u00e7\u00e3o internacional podem apoiar mais os ativistas de base e suas comunidades, fornecendo respostas r\u00e1pidas em casos de amea\u00e7as. Quarto, os esfor\u00e7os de reforma pol\u00edtica no n\u00edvel local devem visar o desmantelamento de redes pol\u00edtico-criminosas. Quinto, \u00e9 necess\u00e1ria uma reforma da justi\u00e7a criminal para fortalecer a independ\u00eancia e a capacidade das ag\u00eancias de aplica\u00e7\u00e3o da lei, abordando assim o problema da impunidade. Finalmente, as causas profundas dessa viol\u00eancia precisam ser enfrentadas. Isso requer esfor\u00e7os nacionais e internacionais para reduzir os incentivos ao esbulho territorial, transformando um modelo global de desenvolvimento econ\u00f4mico que depende da extra\u00e7\u00e3o e do esgotamento de recursos em larga escala.<\/p>\n<p>Sem tais esfor\u00e7os integrados, a viol\u00eancia contra ativistas sociais na Amaz\u00f4nia brasileira (e em outros lugares) tende a se intensificar. Diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e da cont\u00ednua expans\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o de recursos no Sul Global, a press\u00e3o sobre terras florestais e outros recursos naturais continuar\u00e1 a crescer. Compreender e romper a l\u00f3gica territorial da viol\u00eancia contra ativistas, portanto, \u00e9 mais urgente do que nunca.<\/p>\n<p><span data-teams=\"true\"><i>Este artigo foi publicado inicialmente como Trace Policy Brief em ingl\u00eas com o t\u00edtulo \u201e<\/i><a id=\"menur882\" class=\"fui-Link ___1q1shib f2hkw1w f3rmtva f1ewtqcl fyind8e f1k6fduh f1w7gpdv fk6fouc fjoy568 figsok6 f1s184ao f1mk8lai fnbmjn9 f1o700av f13mvf36 f1cmlufx f9n3di6 f1ids18y f1tx3yz7 f1deo86v f1eh06m1 f1iescvh fhgqx19 f1olyrje f1p93eir f1nev41a f1h8hb77 f1lqvz6u f10aw75t fsle3fq f17ae5zn\" title=\"https:\/\/www.prif.org\/publikationen\/publikationssuche\/publikation\/violence-against-social-activists-in-the-brazilian-amazon-the-role-of-deforestation\" href=\"https:\/\/www.prif.org\/publikationen\/publikationssuche\/publikation\/violence-against-social-activists-in-the-brazilian-amazon-the-role-of-deforestation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Link Violence against Social Activists in the Brazi\u0002lian Amazon: The Role of Deforestation\"><i>Violence against Social Activists in the Brazi\u0002lian Amazon: The Role of Deforestation<\/i><\/a><i>\u201c e em portugu\u00eas. Tamb\u00e9m est\u00e1 publi\u0002cado em ingl\u00eas no <\/i><a id=\"menur884\" class=\"fui-Link ___1q1shib f2hkw1w f3rmtva f1ewtqcl fyind8e f1k6fduh f1w7gpdv fk6fouc fjoy568 figsok6 f1s184ao f1mk8lai fnbmjn9 f1o700av f13mvf36 f1cmlufx f9n3di6 f1ids18y f1tx3yz7 f1deo86v f1eh06m1 f1iescvh fhgqx19 f1olyrje f1p93eir f1nev41a f1h8hb77 f1lqvz6u f10aw75t fsle3fq f17ae5zn\" title=\"https:\/\/blog.prif.org\/2025\/08\/28\/violence-against-social-activists-in-the-brazilian-amazon-the-role-of-deforestation\/\" href=\"https:\/\/blog.prif.org\/2025\/08\/28\/violence-against-social-activists-in-the-brazilian-amazon-the-role-of-deforestation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Link PRIF Blog\"><i>PRIF Blog<\/i><\/a><i>.<\/i><\/span><\/p>\n<p><em><span data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Nota dos autores<\/span>: O ChatGPT (<a href=\"https:\/\/chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/chatgpt.com<\/a>) foi utilizado em uma fase inicial de elabora\u00e7\u00e3o deste TraCe Policy Brief para ajudar a resumir o estudo subjacente e fornecer assist\u00eancia na estrutura\u00e7\u00e3o do texto. O texto final \u00e9 de nossa autoria.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 um lugar perigoso para ativistas sociais, especialmente aqueles que lutam por direitos fundi\u00e1rios e pela prote\u00e7\u00e3o ambiental. Em nosso estudo recente, publicado no Journal of Peace Research, constatamos que altos n\u00edveis de desmatamento est\u00e3o fortemente associados ao assassinato de ativistas. Argumentamos que isso se deve ao car\u00e1ter altamente territorializado dessa pr\u00e1tica criminosa, que envolve a expropria\u00e7\u00e3o de comunidades locais de suas terras. Essa viol\u00eancia \u00e9 impulsionada por redes pol\u00edtico-criminosas locais que protegem seus lucros ilegais, bem como por ordens autorit\u00e1rias locais que lhes d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o. 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